O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou a antecipação de 1,8 GW de geração de energia a partir de 1º de setembro. Essa medida busca reforçar a segurança energética diante do possível impacto do El Niño durante o segundo semestre de 2026.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) alertou que o fenômeno climático pode reduzir a geração de energia na Região Norte e aumentar o consumo devido a altas temperaturas. Conforme o Ministério de Minas e Energia, a antecipação é crucial para garantir a segurança do sistema elétrico até o início de 2027.
A decisão também levou em conta "incertezas geopolíticas", que podem afetar os preços de combustíveis. Estudos indicam que o uso de usinas sem contrato, as chamadas "merchant", para suprir demanda pode custar ao menos 25% mais do que as usinas contratadas em leilões.
Os leilões de reserva, realizados em março, contrataram no total 2,2 GW de energia. A National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos, prevê 81% de chance de o El Niño atingir a categoria "muito forte" entre outubro e dezembro de 2026.
Segundo a NOAA, embora um El Niño mais forte não garanta eventos climáticos extremos, aumenta a probabilidade de tempestades e calor intenso em diversas regiões do mundo. O fenômeno, que aquece a superfície do Pacífico equatorial, altera padrões de chuva e vento globalmente.