Partido Missão e Raul Spinassé Renan Santos e Flávio Bolsonaro
O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, afirmou nesta quinta-feira (23) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deverá enfrentar um cenário de isolamento político nas eleições de 2026.
Segundo Renan, Flávio estaria perdendo apoio não apenas de partidos do Centrão, mas também de setores considerados estratégicos para uma campanha presidencial, como representantes do agronegócio, do mercado financeiro e de grupos religiosos.
"O agronegócio não está com o Flávio, o setor religioso não está com o Flávio e o mercado financeiro também não. O Flávio vai para a eleição sozinho. Ele e Daniel Vorcaro", declarou.
Durante a entrevista ao Portal Metrópoles, o pré-candidato também criticou a estratégia adotada pelo senador para disputar a Presidência da República. Na avaliação de Renan, Flávio Bolsonaro tem apostado em um discurso baseado no medo dos eleitores, em vez de apresentar propostas para o país.
"Quem sobra são algumas poucas pessoas que foram ludibriadas por ele, especialmente idosos, e algumas pessoas que trabalham em atividades produtivas e têm muito medo da continuidade do PT. A campanha do Flávio é uma campanha do medo. Ele não propõe nada de útil e fica dizendo: 'Olha, o Lula vai permanecer'. No fim das contas, ele é o nome perfeito para o Lula continuar no poder", afirmou.
As declarações foram feitas no mesmo dia em que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar o financiamento do documentário Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão foi tomada após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que pediu a investigação sobre os recursos utilizados na produção do filme. Até o momento, não há relação entre a investigação autorizada pelo STF e as declarações feitas por Renan Santos sobre a disputa presidencial de 2026.