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Fiocruz vai produzir medicamento de alto custo contra esclerose múltipla para distribuição no SUS
Remédio oral usado em casos mais agressivos da doença custa cerca de R$ 140 mil por paciente em cinco anos; produção nacional deve ampliar acesso ao tratamento
Por Dulina Fernandes
Publicado em 21/05/2026 19:19
Brasil

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai passar a produzir no Brasil a cladribina oral, medicamento de alto custo utilizado no tratamento da esclerose múltipla e já disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é de que a fabricação nacional reduza os custos da medicação e permita ampliar o acesso de pacientes ao tratamento.

Comercializado atualmente sob o nome Mavenclad, o remédio foi incorporado ao SUS em 2023 para pacientes diagnosticados com esclerose múltipla remitente-recorrente altamente ativa — forma da doença marcada por surtos frequentes ou rápida progressão mesmo após o uso das terapias convencionais.

Hoje, o custo médio do tratamento com a medicação gira em torno de R$ 140 mil por paciente ao longo de cinco anos. A estimativa é que cerca de 3,2 mil pessoas no país apresentem esse estágio mais agressivo da doença.

A esclerose múltipla é uma doença crônica degenerativa que afeta o cérebro e a medula espinhal. Os sintomas e a velocidade de progressão variam entre os pacientes, podendo provocar desde limitações motoras até perda de visão, comprometimento cognitivo e paralisia.

O tipo remitente-recorrente é o mais comum da enfermidade e atinge mais de 30 mil brasileiros. A condição é caracterizada por períodos de surtos intercalados com fases de remissão.

A cladribina é considerada o primeiro tratamento oral de curta duração com efeito prolongado no controle da doença. O medicamento integra a Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Estudos recentes apresentados no Congresso do Comitê Europeu para Tratamento e Investigação em Esclerose Múltipla apontaram redução de lesões neuronais em pacientes tratados com o remédio ao longo de dois anos. Outras pesquisas indicaram ainda que 81% dos pacientes mantiveram capacidade de locomoção sem necessidade de apoio físico e mais da metade não precisou recorrer a outras medicações após o tratamento.

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