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Entenda como a CBF planeja ‘naturalizar’ jovens promessas para as próximas Copas
Destaques de Real Madrid e Borussia Dortmund são monitorados para fazer parte da seleção brasileira
Por Dulina Fernandes
Publicado em 24/04/2026 11:19
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Samuele Inácio e Bryan Bugarín são dois joven atletas monitorados pela CBF Reprodução/Instagram/@_.samueleinacio._ - 31.03.2026/Reprodução/Instagram/@bryanbugarin10 - 08.10.2023

Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) já se planeja para os próximos Mundiais. Se, nas últimas décadas, tornou-se comum ver jogadores brasileiros se naturalizarem para defenderem outras seleções, o caminho inverso pode se tornar “o novo normal” num futuro breve.

A entidade começou a monitorar dois jovens atletas que se destacam nas categorias de base de gigantes europeus: Bryan Bugarín, de 17 anos, e Samuele Inácio, de 18 anos.

Quem são as jovens promessas?

Nascido na Espanha, Bugarín atua como meia-atacante, é o camisa 10 do sub-17 do Real Madrid e tem passagens pelo sub-15 e pelo sub-17 da seleção da Espanha. Segundo o jornal AS, o que pode convencer o jovem a representar a seleção brasileira são os laços maternos, já que a mãe dele é brasileira.

 

Considerado uma joia do futebol espanhol, ele renovou o contrato com o Real recentemente para se prevenir do interesse de outros gigantes europeus, e tem uma multa rescisória de 75 milhões de euros (R$ 434,7 milhões, na cotação atual).

Já Samuele Inácio é filho do ex-jogador brasileiro Piá, que teve uma longa passagem pela Napoli. O jovem atua como meia-armador das categorias de base do Borussia Dortmund e da seleção italiana.

 

No Mundial Sub-17 no ano passado, ele foi um dos destaques da Azzurra, marcando em todos os jogos da fase de grupos e sendo fundamental na campanha rumo ao terceiro lugar, quando ajudou os italianos a vencerem o Brasil nos pênaltis.

Em entrevista à Fifa, o jovem declarou que a maior inspiração dele no futebol é Neymar e que ele acredita que Rodrygo tem um estilo de jogo mais parecido com o dele.

Filhos de jogadores brasileiros também estão na mira da seleção

 

A CBF ainda pode disputar mais três jovens, filhos de ex-jogadores, com seleções europeias. O primeiro deles é Maycon Cardoso, de 17 anos, filho de Douglas Cardozo, que tem passagem pelo Santos e atuou por 14 anos na Tailândia.

Foi por meio de um projeto na Ásia que o jovem chegou às categorias de base do Bayern de Munique e começou a chamar a atenção de outra seleção: a de Portugal. Maycon nasceu no Brasil e chegou a fazer testes para integrar a base do Santos.

Outros nomes, como o de Enzo Alves, filho do lateral-esquerdo Marcelo, e Isago da Silva, filho de Thiago Silva, são pouco menos prováveis de se juntar à seleção brasileira. Com apenas 16 anos, Enzo impressiona pelo número de gols na base do Real Madrid e da Espanha, atuando como centroavante. Já Isago segue os rumos do pai como zagueiro no Chelsea e na Inglaterra.

Poucos estrangeiros já atuaram pela seleção brasileira

O Brasil perdeu muitos craques para outras seleções ao longo da história, como o meia Deco e o zagueiro Pepe para Portugal, o meia Thiago Alcântara e o atacante Douglas Costa para a Espanha e o volante Jorginho para a Itália. Mas o contrário já aconteceu.

O caso mais recente é de Andreas Pereira, do Palmeiras, que teve passagem pela seleção brasileira nesse ciclo para a Copa. Nascido na Bélgica, o volante chegou a atuar pela seleção belga, mas escolheu defender o Brasil, país do pai, e estreou com a amarelinha em setembro de 2018.

*Sob supervisão de Camila Juliotti

 

 

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