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IBGE: Jovens do Piauí são os mais desinformados sobre a vacinação do HPV
Por Dulina Fernandes
Publicado em 24/04/2026 19:29
Piaui

Foto: Ilustrativa / Freepik

 

O Piauí apresenta o maior percentual do Brasil de jovens desinformados quanto a necessidade de vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV). De acordo a Pesquisa Nacional Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024 do IBGE, 59,5% dos que não foram imunizados disseram que não sabiam que tinham de ser vacinados. A média dos jovens brasileiros que alegaram esse motivo foi de 49,6%.

Teresina apresentou uma proporção de desinformados de 55,8%, 6,2 pontos percentuais acima da média nacional. Entre as capitais, Teresina foi onde os jovens mais usaram a justificativa de que não sabiam que tinham que tomar a vacina, seguida por Salvador (54,4%) e Aracajú (53,9%).

A nível de estado, Piauí foi seguido por Sergipe e Maranhão. A pesquisa apontou também que no Piauí, em 2024, a taxa de imunização foi maior entre as meninas, com 59,4% delas que declararam ter recebido a vacina. Entre os meninos, o percentual foi de 53,7%. 

Foto: Reprodução

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Piauí tem baixo índice de vacinação

O levantamento de desinformação impacta diretamente no percentual de estudantes de 13 a 17 anos vacinados contra o HPV. No Piauí, 56,6% dos jovens se vacinaram contra o HPV em 2024, o que coloca o estado na décima posição a nível nacional. 

Já Teresina alcançou a oitava menor proporção de vacinados entre as capitais brasileiras, com 52,1% dos estudantes imunizados, apresentando 4,5 pontos percentuais abaixo da taxa de imunização piauiense e 2,8 pontos percentuais inferior à média nacional no período.

Entre os estados, o número de estudantes que declararam ter sido vacinados caiu em quase todos os estados brasileiros. Apenas o Rio Grande do Norte apresentou um percentual de vacinados superior em 2024, em comparação com 2019.

O estado com o maior percentual de imunizados em 2024 foi o Amazonas, onde 62,6% dos jovens estudantes declararam ter recebido as doses da vacina, enquanto que no estado do Acre apenas 38,4% dos estudantes pesquisados declararam ter sido vacinados, o menor percentual entre os estados brasileiros.

Saiba mais sobre o HPV e como se vacinar

Foto: Ilustrativa / Shutterstock

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O HPV é um vírus que afeta a pele e as mucosas, sendo a infecção sexualmente transmissível (IST) mais comum no mundo. Existem mais de 200 tipos de HPV, alguns dos quais podem causar verrugas anogenitais (região genital e ânus), enquanto outros estão associados a tumores malignos, como o câncer de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta.

A vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é a forma mais eficaz de prevenção, aliada ao uso de preservativos (internos ou externos), que ajudam a reduzir o risco de contágio.

A infecção pelo HPV não apresenta sinais e sintomas na maioria das pessoas. Em alguns casos, o HPV pode ficar latente de meses a anos, sem manifestar sinais (visíveis a olho nu), ou apresentar manifestações subclínicas (não visíveis a olho nu). A queda da imunidade do organismo pode desencadear a multiplicação do HPV e, consequentemente, provocar o aparecimento de lesões. A maioria das infecções tem resolução espontânea, pelo próprio organismo, em um período aproximado de até 24 meses.

As primeiras manifestações da infecção pelo HPV surgem, aproximadamente, entre 2 e 8 meses, mas pode levar até 20 anos para aparecer algum sinal da infecção. As manifestações costumam ser mais comuns em gestantes e em pessoas com imunidade baixa. O diagnóstico do HPV é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais, dependendo do tipo de lesão (se clínica ou subclínica).

A vacina, forma mais eficaz de prevenção, é distribuída gratuitamente pelo SUS e está disponível para:

  • Crianças e adolescentes de 9 a 14 anos – dose única
  • Pessoas imunodeprimidas (pessoas vivendo com HIV ou aids, transplantados e pacientes oncológicos) – 3 doses (0, 2 e 6 meses)
  • Vítimas de abuso sexual de 9 a 14 anos – 2 doses (0 e 6 meses)
  • Vítimas de abuso sexual de 15 a 45 anos – 3 doses (0, 2 e 6 meses)
  • Pessoas com papilomatose respiratória recorrente (PRR) a partir de 2 anos de idade – 3 doses (0, 2 e 6 meses)
  • Usuários de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP) de 15 a 45 anos – 3 doses (0, 2 e 6 meses)
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