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Senado aprova aumento gradual da licença-paternidade para 20 dias
A proposta agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Por Dulina Fernandes
Publicado em 05/03/2026 08:57
Brasil
Foto: Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Senado aprovou nesta quarta-feira (4) um projeto que amplia o período da licença-paternidade no Brasil. O texto aumenta o benefício dos atuais cinco dias para até 20 dias e cria o chamado salário-paternidade, que será pago pela Previdência Social.

A proposta agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O projeto havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados em novembro de 2025. Segundo o texto, a ampliação do período será feita de forma gradual nos próximos anos.

O cronograma aprovado estabelece três etapas:

  • 10 dias a partir de 1º de janeiro de 2027
  • 15 dias a partir de 1º de janeiro de 2028
  • 20 dias a partir de 1º de janeiro de 2029

Atualmente, a licença-paternidade prevista na Constituição garante cinco dias de afastamento após o nascimento ou adoção de um filho.

Salário-paternidade

Ainda de acordo com a proposta, o custo da licença-paternidade, atualmente pago diretamente pela empresa empregadora, passará a ser financiado pela Previdência Social por meio do salário-paternidade.

Na prática, a empresa continuará pagando o valor ao trabalhador, mas poderá compensar o montante nas contribuições previdenciárias devidas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo os defensores da medida, a ampliação da licença-paternidade busca incentivar a participação dos pais nos cuidados com o recém-nascido e contribuir para uma divisão mais equilibrada das responsabilidades familiares nos primeiros dias após o nascimento.

A CoPai, movimento apartidário formado por pessoas, empresas e instituições que defendem a ampliação da licença-paternidade, celebrou a aprovação da proposta e afirmou que o texto incentiva uma maior participação dos homens nos cuidados com a família.

“A licença-paternidade de 20 dias é apenas o início da implementação de uma política pública voltada a estimular que os homens exerçam o papel de cuidadores dentro de suas famílias”, diz comunicado.

A entidade também destacou que evidências observadas em outros países indicam que, quando o pai participa dos cuidados com o recém-nascido por um período mais prolongado, há maior tendência de que continue envolvido na criação dos filhos ao longo dos anos.

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