Rafael Fonteles avalia pesquisa e orienta mobilização total na reta final da campanha
O governador reeleito do Piauí destaca protagonismo nas redes sociais e convoca apoiadores para as ruas; pesquisas mais recentes mostram disputa em empate técnico
Assessoria do governadorRafael Fonteles com o presidente Lula em Brasília
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), um dos coordenadores da campanha de reeleição do presidente Lula, fez um alerta neste domingo (18) para a necessidade de manter a intensidade da mobilização nas ruas e nas redes sociais na última semana antes do segundo turno. Em publicação nas redes sociais, Fonteles afirmou que as pesquisas passaram a indicar uma virada do petista sobre o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), mas alerta que "não se pode relaxar" e pediu “mobilização total” até o dia da votação .
“Essa semana é a mais importante, a última semana, reta final do segundo turno, é onde realmente as coisas vão se definir”, declarou o governador em vídeo divulgado no Instagram. Fonteles destacou que a campanha registrou um crescimento no protagonismo nas plataformas digitais em relação ao campo adversário e classificou essa mudança como “muito importante para nossa virada histórica no segundo turno”.
A fala do governador ocorre horas antes do primeiro debate presidencial do segundo turno, promovido pela TV Bandeirantes, marcado para as 20h deste domingo, com transmissão em pool por emissoras como TV Cultura, TV Gazeta e Jovem Pan. Fonteles afirmou que o confronto direto tornará “evidente a grande diferença” entre os candidatos, especialmente para o eleitor indeciso.
Mobilização intensificou após o primeiro turno
A movimentação intensa de apoiadores de Lula nas ruas e nas redes sociais começou logo após o resultado do primeiro turno, em 4 de outubro, quando o petista terminou a primeira etapa atrás de Flávio Bolsonaro por uma diferença de cerca de 2,3 milhões de votos . Diante do cenário desfavorável, a campanha passou a adotar uma estratégia de ampliação da presença digital e de convocação de militantes para atos públicos.
Nos dias seguintes à votação, o próprio Lula publicou vídeos em estilo selfie convocando apoiadores a irem às ruas e a conversarem com eleitores indecisos . Coletivos estudantis, como a UNE e a UCE, organizaram manifestações em capitais como São Paulo, Belém e Goiânia . A campanha também recrutou influenciadores e políticos com melhor desempenho nas redes para uma força-tarefa digital, enquanto o grupo “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones, chegou a 2 milhões de participantes em canal de WhatsApp.
Disputa segue em empate técnico
Apesar do discurso de virada adotado por Fonteles, os levantamentos mais recentes ainda apontam uma disputa acirrada. Pesquisa Vox Brasil divulgada neste domingo (18) mostra Lula com 51% dos votos válidos contra 49% de Flávio Bolsonaro, diferença dentro da margem de erro de 2,15 pontos percentuais . Já o Datafolha do dia 15 indicava o senador com 47% e o presidente com 45%, também em empate técnico .
Fonteles, que coordena a comunicação da campanha nacional, tem defendido desde o início do segundo turno a necessidade de reduzir a abstenção e ampliar a votação no Nordeste. No Piauí, o governador estabeleceu como meta alcançar 80% dos votos válidos para Lula e convocou prefeitos e lideranças municipais para atuarem nos 224 municípios do estado.
Mobilização de ruas tem sido cada vez mais frequentes nessa reta final da campanha