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Educação antirracista cresce nas escolas nos últimos anos
Relatório do MEC revela avanços em políticas de equidade racial e formação docente
Por Dulina Fernandes
Publicado em 03/10/2026 09:15
Brasil
Agência Brasil
Educação antirracista cresce

Os indicadores de equidade racial no Brasil mostraram avanços significativos nos últimos dois anos, conforme revelado pelo Diagnóstico Equidade 2026, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). O relatório analisa a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq).

O documento destaca progressos em financiamento, formação de profissionais e distribuição de materiais didáticos. Além disso, houve melhorias na implementação de protocolos contra o racismo e na gestão escolar. Entre 2024 e 2026, as redes municipais com áreas dedicadas à equidade racial saltaram de 15% para 42%, enquanto as redes estaduais alcançaram 100%.

Zara Figueredo, secretária de Educação Continuada do MEC, afirmou que estes avanços revelam uma maturidade crescente na gestão educacional para equidade. “Isso é fundamental para reduzir desigualdades raciais de aprendizagem e ampliar as oportunidades educacionais para estudantes negros”, explicou.

A declaração racial nas escolas também foi beneficiada, com campanhas desse tipo aumentando de 66% para 86% em redes municipais e de 63% para 93% nas estaduais. Cida Bento, do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, destacou a importância da declaração para o reconhecimento de desempenho acadêmico e identidade.

Na formação de profissionais, o aumento de seminários e oficinas sobre equidade racial foi de 48% para 69% nas redes municipais. Houve também um acréscimo nos protocolos para casos de racismo, atingindo 93% das redes estaduais, embora o crescimento nas municipais tenha sido de 36% para 53%.

A implementação da Lei nº 10.639/2003, que obriga o ensino de história e cultura afro-brasileira, foi consolidada apenas em 2024 com a Pneerq. Cida Bento comemorou os progressos em políticas de igualdade racial, considerando-os vitais para a democracia, ao promover pertencimento e identidade entre estudantes negros.

Fonte: Agência Brasil

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