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O Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral que recebe denúncias sobre infrações e irregularidades na propaganda eleitoral, registrou, até esta quarta-feira (19), 1.103 comunicações relacionadas às Eleições 2026. São Paulo é o estado com o maior número de ocorrências, 193, seguido por Pernambuco, com 106, e Paraná, com 102.
O impulsionamento é o tipo de irregularidade mais registrado até o momento, com 339 denúncias, o equivalente a 30,73% do total.
Em seguida, aparecem ocorrências relacionadas à internet, com 289 registros (26,2%), e a bens públicos, com 105 (9,52%).
Também foram registradas denúncias voltadas a bens particulares (87), propaganda eleitoral extemporânea ou antecipada (47), banner, cartaz ou faixa (46), boca de urna (37), comício ou showmício (35), alto-falante ou amplificador de som (35), bem tombado (10), divulgação de notícia sabidamente falsa (7) e bem particular de uso comum (6). Há 60 registros com o tipo de irregularidade não informada.
Do total de denúncias recebidas, 596 (54% do total) estão em andamento. Outras 383 (35%) foram baixadas do sistema, enquanto 124 (11%) foram peticionadas no Processo Judicial Eletrônico (PJe).
Entre os cargos mais associados às denúncias, candidatos a vagas de deputado estadual aparecem em primeiro lugar, com 424 registros.
Deputado federal fica na segunda colocação, com 325 registros. Depois, vem partidos, coligações ou federações, com 150; governadores, com 79; deputados distritais, com 56; senadores, com 45; presidentes da República, com 22; e vice-governadores, com dois registros.
O que é o Pardal?
A ferramenta está disponível desde o último domingo (16), quando teve início a propaganda eleitoral das Eleições 2026. Por meio dela, os eleitores podem enviar ao TSE informações sobre possíveis irregularidades nas campanhas.
A ferramenta é regulamentada para o pleito deste ano pela Portaria TSE nº 451/2026, e é uma oportunidade de ampliar a participação da sociedade na fiscalização do cumprimento das regras eleitorais.
Para registrar uma denúncia, o usuário deve se identificar por meio do e-Título ou da plataforma Gov.br, mas a identidade é protegida por sigilo. É possível descrever a ocorrência e anexar fotos, vídeos, áudios ou endereços eletrônicos relacionados à suposta irregularidade.
Após o envio, o sistema gera um número de protocolo para acompanhamento. As denúncias são encaminhadas para análise e adoção das providências cabíveis.
O Pardal funciona em três ambientes. O Pardal Móvel é o aplicativo gratuito disponível para smartphones e tablets nas plataformas Google Play e App Store. O Pardal ADM é utilizado internamente pela Justiça Eleitoral para gerenciamento e tratamento das denúncias. Já o Pardal Web reúne as estatísticas dos registros realizados pelo sistema.
Para os casos que não se enquadram no escopo do Pardal, a pessoa usuária é direcionada a outros serviços, como o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE) e os canais eletrônicos do Ministério Público Eleitoral (MPE).