Volta às aulas no Piauí exige atenção com calor e lanche
Rede estadual retomou o segundo semestre com mais de 200 mil estudantes; em Teresina, altas temperaturas reforçam cuidados com hidratação e conservação dos alimentos
ReproduçãoVolta às aulas no Piauí exige atenção especial com hidratação e conservação dos alimentos.
A volta às aulas movimenta as escolas do Piauí neste início de agosto de 2026. Embora as redes estadual e municipal de Teresina tenham retomado as atividades ainda no fim de julho, vários municípios piauienses programaram o retorno dos estudantes para os primeiros dias deste mês. Na rede estadual, o segundo semestre começou na quinta-feira, 30 de julho, para mais de 200 mil estudantes. Em Teresina, a rede municipal retomou as atividades na segunda-feira, 27 de julho.
Em cidades como São Francisco do Piauí e Valença do Piauí, o retorno ocorre nesta segunda-feira (3). Outros municípios, como Prata do Piauí, São João do Piauí, Lagoa do Piauí e Joaquim Pires, marcaram a volta para terça-feira (4). As datas podem variar conforme o calendário de cada prefeitura e das escolas particulares. Pais e responsáveis devem consultar diretamente a unidade de ensino antes de enviar o estudante.
Calor exige cuidado especial em Teresina
Uma das principais peculiaridades da volta às aulas no Piauí é o calor. Agosto marca o período de elevação das temperaturas e redução das chuvas, especialmente em Teresina e em municípios da região Centro-Norte. A baixa umidade do ar e o calor intenso podem causar cansaço, dor de cabeça, irritação nos olhos, ressecamento da pele e dificuldade de concentração. Por isso, a garrafa de água deve fazer parte do material escolar diário.
A recomendação é que a criança tome água antes de sair de casa e seja incentivada a beber pequenas quantidades durante todo o turno, mesmo quando não sentir sede. A garrafa precisa estar limpa, identificada e ser de uso individual. Nas atividades físicas, a escola deve observar as condições climáticas e evitar exposição prolongada ao sol nos períodos mais quentes. Boné e protetor solar também são recomendados quando houver aulas ou atividades externas.
Mudança de rotina deve ser gradual
Depois do recesso, algumas crianças apresentam dificuldade para acordar cedo, sonolência, irritabilidade e resistência para retornar à escola. A reorganização deve começar pela regularização dos horários de dormir e acordar. O uso de celulares, videogames e televisão deve ser reduzido durante a noite. Manter equipamentos eletrônicos perto da cama pode atrasar o sono e prejudicar o descanso.
Separar uniforme, mochila, livros e garrafa de água na noite anterior ajuda a evitar atrasos e ansiedade. Crianças menores podem participar da organização para recuperar o vínculo com a rotina escolar. Os responsáveis também devem conferir se a escola recebeu informações atualizadas sobre alergias, intolerâncias alimentares, medicamentos de uso contínuo e necessidades específicas do estudante.
O que colocar na lancheira
Segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria, um lanche escolar equilibrado pode ser composto por três elementos:
Um líquido, preferencialmente água;
Uma fruta ou porção de vegetais;
Um complemento, como cuscuz, tapioca, sanduíche, bolo caseiro ou iogurte natural.
No Piauí, alimentos regionais podem tornar a lancheira mais acessível e adequada aos hábitos da família. Cuscuz, tapioca, macaxeira, milho, ovos, queijo, banana, manga, goiaba, acerola, melancia e caju são algumas possibilidades. A quantidade deve considerar a idade, o turno escolar, o horário das outras refeições e a rotina da criança. O lanche não precisa substituir o almoço nem ser excessivamente volumoso. As combinações devem ser ajustadas nos casos de diabetes, doença celíaca, alergia ao leite, ao ovo ou a outros ingredientes. Crianças com restrições precisam de orientação individual do pediatra ou nutricionista.
Calor pode estragar alimentos
Em Teresina, a temperatura elevada aumenta o risco de deterioração dos alimentos transportados sem refrigeração. Iogurtes, queijos, carnes, frango, ovos, leite e frutas cortadas exigem atenção especial. Quando o lanche permanecer algumas horas fora da geladeira, é recomendável utilizar lancheira térmica e gelo reutilizável. A bolsa não deve ficar exposta ao sol nem ser deixada dentro de veículos estacionados.
Sanduíches com maionese caseira, alimentos muito cremosos e preparações com recheios facilmente perecíveis devem ser evitados quando não houver garantia de refrigeração. As frutas precisam ser lavadas antes de serem colocadas na lancheira. Se forem cortadas, devem ser armazenadas em recipiente próprio para alimentos, limpo e bem fechado.
Produtos que devem ser evitados
A rotina escolar não deve ser baseada em refrigerantes, sucos artificiais, biscoitos recheados, salgadinhos, macarrão instantâneo, balas e bolinhos industrializados. Esses produtos geralmente contêm excesso de açúcar, sódio e gordura, além de oferecerem menos fibras, vitaminas e minerais. A orientação é priorizar alimentos frescos ou minimamente processados. A mudança não precisa ocorrer de uma vez. A família pode reduzir gradualmente os ultraprocessados e permitir que a criança participe da escolha das frutas e da montagem da lancheira.
Transporte e segurança no retorno
O início do semestre aumenta o movimento de veículos nas proximidades das escolas de Teresina. Motoristas devem reduzir a velocidade, respeitar faixas de pedestres e evitar paradas em fila dupla. Pais de crianças que utilizam transporte escolar precisam verificar as condições do veículo, a identificação do condutor, a presença de cintos de segurança e a existência de acompanhante quando necessário.