Terra atinge ponto mais distante do Sol em fenômeno conhecido como afélio
Evento astronômico ocorre todos os anos no início de julho e marca a maior distância entre a Terra e o Sol, sem provocar mudanças significativas na temperatura do planeta.
O afélio ocorre porque a órbita da Terra ao redor do Sol não é perfeitamente circular, mas sim levemente elíptica.
Um fenômeno astronômico raro para muitos observadores, mas previsto pelos cientistas, ocorre no início de julho: a Terra atinge o ponto mais distante do Sol em sua órbita, conhecido como afélio. Nessa fase, o planeta fica a aproximadamente 152 milhões de quilômetros da estrela, cerca de cinco milhões de quilômetros a mais do que na menor distância registrada ao longo do ano.
Apesar do afastamento, o fenômeno não provoca queda nas temperaturas nem altera as estações do ano. Isso acontece porque o principal fator responsável pelas mudanças climáticas sazonais é a inclinação do eixo terrestre, e não a distância entre a Terra e o Sol.
O que é o afélio?
O afélio ocorre porque a órbita da Terra ao redor do Sol não é perfeitamente circular, mas sim levemente elíptica. Dessa forma, há um período do ano em que o planeta está mais distante da estrela e outro em que fica mais próximo.
O fenômeno acontece anualmente, geralmente entre os dias 3 e 5 de julho, poucos dias após o solstício de junho, que marca o início do verão no Hemisfério Norte e do inverno no Hemisfério Sul.
Por que faz frio mesmo estando mais longe do Sol?
Embora a Terra esteja mais distante do Sol em julho, o Hemisfério Norte vive o auge do verão, enquanto o Hemisfério Sul enfrenta o inverno. Isso ocorre porque as estações são determinadas pela inclinação de aproximadamente 23,5 graus do eixo terrestre.
Essa inclinação faz com que cada hemisfério receba diferentes quantidades de radiação solar ao longo do ano. Quando o Hemisfério Sul está inclinado para longe do Sol, recebe menos luz e calor, caracterizando o inverno. Já o Hemisfério Norte recebe maior incidência de raios solares, registrando temperaturas mais elevadas.
Diferença de energia é pequena
Mesmo durante o afélio, a redução da energia solar que chega ao planeta é relativamente pequena e insuficiente para causar mudanças perceptíveis no clima global.
O monitoramento desse ciclo orbital é realizado por instituições científicas e agências espaciais, que utilizam essas informações para estudos sobre o comportamento climático, a dinâmica do Sistema Solar e o aperfeiçoamento de modelos astronômicos.
Curiosidades sobre o afélio
A Terra fica a cerca de 152 milhões de quilômetros do Sol.
O fenômeno ocorre todos os anos no início de julho.
A órbita terrestre é elíptica, e não circular.
As estações do ano são definidas pela inclinação do eixo da Terra, e não pela distância em relação ao Sol.
O ponto de maior aproximação com o Sol é chamado de periélio e ocorre, normalmente, no início de janeiro.