Folarin Balogun fez dois gols e é o artilheiro da Copa de 2026
Los Angeles — Era para ser uma estreia equilibrada. Foi um massacre tático. Nesta sexta-feira (12/06), a seleção dos Estados Unidos deu uma verdadeira aula de futebol no SoFi Stadium e goleou o Paraguai por 4 a 1 em sua apresentação na Copa do Mundo de 2026.
O placar, já elástico, foi generoso com os sul-americanos. Os comandados de Mauricio Pochettino poderiam ter vencido por margem ainda maior diante de um adversário que simplesmente não se encontrou em campo em nenhum momento.
A atuação norte-americana foi a mais dominante da competição até aqui. Com 72% de posse de bola, volume de jogo impressionante e uma organização tática que transformou o gramado em uma "aula particular", os donos da casa não apenas venceram: deram um verdadeiro baile .
Primeiro tempo de "amasso" total
A superioridade americana foi tão avassaladora que o jogo ficou resolvido nos primeiros 45 minutos, mas, ao contrário do que se imaginava, o placar final seria ainda mais dilatado na etapa complementar.
Aos 6 minutos, a pressão asfixiante dos EUA já dava resultado: após boa jogada de Christian Pulisic pela esquerda e cruzamento de Weston McKennie, o volante paraguaio Damián Bobadilla, do São Paulo, tentou cortar e, em um lance bizarro, empurrou a bola contra a própria meta. Foi 1 a 0 e o pesadelo paraguaio começava.
Longe de recuar, a "Máquina Americana" aumentou o ritmo. Aos 31 minutos, Pulisic foi lançado com liberdade pela esquerda mais uma vez, algo que se repetiria à exaustão, e tocou para o meio da área. Folarin Balogun, atacante do Monaco, dominou e finalizou firme: 2 a 0.
O primeiro tempo ainda reservava mais emoção. Já nos acréscimos (aos 50 minutos), Balogun aplicou um "facão" nas costas da zaga paraguaia, passou como quis pelo zagueiro Gustavo Gómez e mandou uma bomba no ângulo, marcando seu segundo gol na partida e o primeiro doblete da Copa do Mundo de 2026. 3 a 0 ao intervalo.
Paraguai desorientado
Enquanto os Estados Unidos mostravam uma organização impecável, trocando passes com desenvoltura, trocando de posições de maneira coordenada e com a defesa sempre bem postada, o Paraguai ofereceu a antítese do futebol profissional.
A equipe do técnico argentino Gustavo Alfaro simplesmente não se encontrou em campo. Perdidos taticamente, os sul-americanos abusaram de passes errados, não conseguiam coordenar duas jogadas seguidas e pareciam um time desorientado. A defesa americana dificultou cada ação ofensiva adversária. O Paraguai viveu de raros contra-ataques e jogou praticamente os 90 minutos na defensiva.
O jogo ficou truncado em alguns momentos, mas sempre sob controle dos anfitriões. A equipe paraguaia, que retornava a uma Copa do Mundo após 16 anos de ausência , viu seu sonho se transformar em pesadelo no gramado de Los Angeles.
Gol de honra
A etapa final começou com uma substituição imediata do Paraguai: Maurício (Palmeiras) entrou no lugar do atormentado Damián Bobadilla, autor do gol contra. A mudança trouxe algum alento, e o time sul-americano finalmente ensaiou uma leve crescida.
Aos 28 minutos do segundo tempo, o Paraguai conseguiu seu gol de honra. Em uma rara investida ofensiva, Maurício (Palmeiras) balançou as redes para os visitantes, descontando para 3 a 1 e dando um suspiro na torcida albirroja presente no SoFi Stadium.
Mas a alegria durou pouco. Os Estados Unidos retomaram o controle imediato da partida e, pressionando novamente, ampliaram aos 40 minutos do segundo tempo. Após mais uma jogada trabalhada pelo meio-campo, Malik Tillman recebeu na entrada da área e soltou uma bomba no canto esquerdo de Orlando Gill: 4 a 1, fechando a conta.
O placar poderia ter sido ainda mais elástico não fossem algumas defesas do goleiro paraguaio e a imperícia americana em momentos cruciais . Chris Richards acertou a trave em um escanteio, e Tillman parou em uma defesaça de Gill ainda no primeiro tempo.
Organização e desespero
O que se viu no SoFi Stadium foi um estudo de contrastes. De um lado, os Estados Unidos de Pochettino, bem preparados física e taticamente, com Pulisic sendo o "dono do jogo" lançado com liberdade pela esquerda, Balogun implacável na finalização e um meio-campo que controlou as ações do início ao fim .
Do outro, um Paraguai que levou um baile. Desorganizado, nervoso, errando passes que um time de categoria de base não erraria. A defesa, sempre vulnerável. O ataque, inoperante. A única estatística em que os sul-americanos "venceram" foi no número de vezes que pareciam perdidos em campo — algo que aconteceu do primeiro ao último minuto.
Com a vitória avassaladora, os Estados Unidos somam os primeiros três pontos no Grupo D e assumem a liderança isolada, com 4 gols marcados e apenas 1 sofrido. A próxima partida dos americanos será contra a Austrália, enquanto o Paraguai tenta se reabilitar diante da Turquia — mas precisará mudar radicalmente sua postura se não quiser amargar uma eliminação precoce.