Neymar, o abraço e a promessa a Ancelotti. Aceitará até ser reserva. Primeira vitória do italiano na Copa do Mundo dos Estados Unidos
O jogador fez exatamente o que a direção da CBF queria. Foi mais do que amigável com Ancelotti. Buscou o pacto que já teve com Felipão, Dunga, Tite e Fernando Diniz. Garante que será o líder da Seleção Brasileira
Dono de um patrimônio de mais de R$ 6,2 bilhões, de acordo com sites especializados em riquezas de atletas, o jogador desembarcou em seu helicóptero BK 117 D-2. Avaliado em R$ 50 milhões. A matrícula do aparelho ‘PP-NJR’ é a abreviação do seu nome.
A CBF já havia colocado à disposição helicópteros para os atletas chegarem até a Granja Comary, concentração do Brasil, em Teresópolis, no Rio de Janeiro.
Mas Neymar quis e foi no seu próprio.
O mais importante era materializar o que já havia sido conversado.
O blog teve a informação que Carlo Ancelotti conversou longamente com Neymar, após a convocação.
E o jogador de 34 anos, ídolo midiático de mais de 282 milhões de seguidores, se colocou à disposição do técnico.
Fez questão de destacar o assunto que este jornalista levou até Ancelotti, na coletiva de convocação.
Aceitar ou não a reserva.
Neymar se antecipou e ressaltou a ‘felicidade’ de ir para a Copa do Mundo e poder ajudar a Seleção Brasileira.
E que o treinador contasse com ele para o que fosse preciso.
Mesmo colocá-lo no banco de reservas.
Ancelotti ficou entusiasmado com a postura do jogador.
Eles já haviam conversado antes da convocação, mas esta conversa após a revelação que ele estava na lista dos que vão para os Estados Unidos foi fundamental.
Neymar e o helicóptero de R$ 50 milhões, que chegou na concentração da Seleção, em TeresópolisReprodução/Instagram
Trouxe alívio para o ambiente da CBF.
O coordenador Rodrigo Caetano já havia se antecipado.
Ele fez questão de conversar com Neymar para explicar a importância fundamental que ele terá na Copa do Mundo.
Havia muita preocupação.
Porque Neymar sempre foi tratado com enorme privilégio pelos treinadores que passaram pela Seleção, desde que ele se firmou no futebol.
E o jogador aceitava, de bom grado, o tratamento diferenciado.
Sua família teve acesso, por exemplo, a se hospedar no hotel da Seleção, na Copa da Rússia.
Os parças, amigos íntimos, acompanhavam aos treinamentos. E, sem noção, tiravam fotos, filmavam a movimentação da Seleção. O que foi excelente para adversários terem acesso às escalações que Tite escondia da imprensa brasileira.
Neymar Pai já entrou no vestiário da Seleção, depois que seu filho machucou, algo impensável em qualquer lugar do mundo.
Os esquemas táticos eram montados a partir do que ele queria, como Neymar se sentisse melhor.
Sempre tratado com mais carinho que os outros jogadores, pelos treinadores, e pelos dirigentes.
Ancelotti é acostumado a tratar com estrelas mundiais.
Mas não é alienado, sabe que Neymar segue, mesmo veterano, sendo o maior ídolo do futebol deste país.
Assim como tem a certeza que ele não é mais o mesmo jogador impressionante de 2015, por exemplo. Depois de 45 lesões e cinco cirurgias, não tem o mesmo arranque, a facilidade para os dribles e a mesma velocidade.
Não há intensidade por parte do atleta.
Mas ele perdeu duas referências técnicas: Estêvão e Rodrygo.
Levou em consideração a técnica fora do comum de Neymar e sua importância psicológica para o grupo.
Por isso a convocação.
Neymar entendeu que seu ponto de desconfiança era aceitar, ou não, ser tratado como os outros jogadores.
E para isso, seria fundamental aceitar ser reserva, se Ancelotti achar melhor para o time.
E foi o que ele garantiu que aceitará.
Para felicidade geral da cúpula da CBF.
Além do próprio técnico italiano.
O primeiro abraço foi significativo.
Representativo.
A primeira vitória de Ancelotti na Copa do Mundo...