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Raiva em animais e humanos intensifica vigilância no Piauí
Doença registrada em equino e em humano evidencia necessidade de prevenção contínua
Por Dulina Fernandes
Publicado em 06/05/2026 18:16
Piaui

A Agência de Defesa Animal do Piauí (Adapi), unidade de Picos, intensificou o alerta após a confirmação de dois casos recentes de raiva na região: um em um equino, no município de Campo Grande do Piauí, e outro em um ser humano, em Oeiras — o segundo registro no estado.

A médica veterinária Estêfane Borges explicou que o caso equino surpreendeu criadores e técnicos, já que não é comum observar a zoonose em animais de grande porte. “O criador notificou a suspeita, nós coletamos material e, após o óbito, o laboratório oficial do Ministério da Agricultura confirmou a raiva dos herbívoros. A partir daí, realizamos vigilância na propriedade e nas vizinhas, orientando sobre a vacinação de bovinos, equinos, caprinos e ovinos”, relatou.

Ela destacou que o aumento de casos está relacionado à falta de imunização dos rebanhos. “A gente sempre pede aos criadores que realizem a vacina anualmente e tragam a nota fiscal para comprovar a imunização. A vacina é a prevenção”, reforçou.

No caso humano, Borges lembrou que a raiva é rara, mas quase sempre fatal. “Não existe vacina preventiva para pessoas. Por isso, pedimos que a população evite contato com animais silvestres, como morcegos, raposas e macacos. Se houver mordedura ou arranhadura, é fundamental procurar imediatamente o sistema de saúde”, alertou.

A veterinária também orientou sobre a aplicação da vacina nos herbívoros, disponível em revendas agropecuárias. “Os animais podem ser vacinados a partir dos três meses de idade, com duas doses iniciais e reforço anual. É importante manter a cadeia de frio da vacina para garantir sua eficácia”, explicou.

Com a atualização cadastral em andamento até 30 de junho, a Adapi reforça que os criadores devem apresentar a nota fiscal da compra da vacina contra a raiva ao realizar o procedimento. “A prevenção é a nossa principal arma contra essa zoonose, tanto para proteger os rebanhos quanto a população”, concluiu Borges.

CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA COM ESTÊFANE BORGES

 
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