Segundo cálculo feito pela Companhia Nacional de Abastecimento, São Paulo é a capital onde as pessoas precisam trabalhar mais horas por mês para comprar alimentos da cesta básica. Mais da metade do salário do trabalhador é para comprar alimentos, e o prato feito registrou em janeiro um preço médio de R$ 30 por refeição.
Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (17), o economista e professor Rodrigo Simões fala que as horas calculadas têm relação com a média de horas do contrato de trabalho: “Por isso que a conta deu 56%, 115 horas [por mês] que o trabalhador utiliza”
Ele ainda explica que, de acordo com um levantamento que foi feito na Faculdade do Comércio, nos últimos 15 anos o salário mínimo cresceu 178%, mas a inflação da cesta básica subiu mais de 200%.
Para comer fora de casa, o cenário piora. O professor analisa que “o prato feito tem ficado cada vez mais caro e, em uma relação com o valor do vale-refeição que o trabalhador recebe em média, está bem abaixo do que seria o ideal”.
“Nas nossas contas aqui [na Faculdade do Comércio] para o mês de janeiro e fevereiro, o vale-refeição ideal do trabalhador seria aproximadamente R$ 700 para que ele consiga fazer a refeição adequada nos restaurantes, nos bares de todo o nosso país”, aponta Simões.