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Operação Carbono Oculto 86: polícia pede alienação antecipada de postos de combustível, aviões e outros bens apreendidos em investigação
Cerca de R$ 5 milhões foram bloqueados das contas dos investigados…
Por Dulina Fernandes
Publicado em 20/02/2026 18:15
Polícia
Foto: Divulgação/SSP-PI

A Polícia Civil do Piauí irá solicitar a alienação antecipada dos bens apreendidos na Operação Carbono Oculto 86, incluindo os postos de combustível interditados, dois aviões e quatro carros de luxo. Cerca de R$ 5 milhões foram bloqueados das contas dos investigados.

A Operação Carbono Oculto 86, deflagrada em novembro de 2025, investiga um esquema de lavagem de dinheiro de R$ 5 bilhões ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). 49 postos de combustíveis de duas redes, além de empresas de fachada e fundos de investimento em cidades do Piauí, Maranhão e Tocantins foram alvos da investigação.

Entre os investigados, estão os empresários Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa.

Em entrevista à TV Clube, o delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, declarou que um departamento foi desenvolvido para atuar em parceria com o Poder Judiciário para tratar de casos de alienações.

“No ano passado nós criamos o Departamento de Recuperação de Ativos, que é a pasta que cuida disso, ligada à Rede Recupera de Brasília. Temos em formatação termo de cooperação com o judiciário e Ministério Público para tratar justamente sobre a alienação de bens”, destacou.

“As delegacias ficam empilhadas de veículos, de bens apreendidos, de sequestro de valores e nós temos que dar uma destinação para eles. Nós estamos tratando já em fase final com o Tribunal de Justiça, como esses valores serão distribuídos depois de alienados”, completou o delegado-geral.

Como era o esquema

PCC construía distribuidora de combustíveis entre Teresina e Altos, diz Polícia — Foto: SSP/PI

PCC construía distribuidora de combustíveis entre Teresina e Altos, diz Polícia — Foto: SSP/PI

De acordo com a Polícia Civil do Piauí, o valor de R$ 5 bilhões foi identificado em movimentações atípicas das empresas envolvidas no esquema. A suspeita é que o modus operandi seja semelhante ao descoberto na Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto.

Segundo os investigadores, empresários locais estão ligados aos mesmos fundos e operadores já identificados em uma operação deflagrada em agosto, considerada a maior contra o crime organizado já realizada no Brasil.

Para dificultar a identificação dos reais beneficiários, os suspeitos usaram nomes de laranjas, constituíram fundos e usaram fintechs para movimentações financeiras, mesmo modo de operação verificado na outra operação.

A investigação aponta ainda que os postos vendiam combustível adulterado e cometeram fraude fiscal para deixar de pagar milhões de reais em impostos.

O Primeiro Comando da Capital (PCC) estava construindo uma distribuidora de combustível na rodovia que liga a capital Teresina ao município de Altos para abastecer outros estados.

Avião de empresário é apreendido em operação contra postos suspeitos de lavar dinheiro para o PCC — Foto: Divulgação/SSP-PI

Avião de empresário é apreendido em operação contra postos suspeitos de lavar dinheiro para o PCC — Foto: Divulgação/SSP-PI

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