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Clubes pedem à CBF revisão das cotas da Copa do Brasil após redução na primeira fase
Por Dulina Fernandes
Publicado em 13/02/2026 18:02
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Taça da Copa do Brasil/Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Os clubes que disputarão a etapa inicial da Copa do Brasil formalizaram, nesta semana, um pedido à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para rever os valores das cotas pagas na competição. O ofício, encaminhado ao presidente Samir Xaud, reúne a assinatura da maior parte das equipes envolvidas na primeira fase.

A mobilização começou após a divulgação das premiações da edição de 2026. Galvez e Vasco-AC puxaram o movimento ao questionarem a redução no valor destinado aos times da Série D. Em anos anteriores, a participação na fase inicial rendia cerca de R$ 800 mil; agora, o montante caiu para R$ 400 mil por clube.

No documento, as equipes argumentam que o cenário financeiro se tornou mais desafiador. Elas apontam aumento nas despesas com viagens, hospedagem, alimentação, logística, aquisição de materiais esportivos e encargos trabalhistas, além do impacto da inflação acumulada. Para os clubes considerados emergentes, a cota da Copa do Brasil é vista como peça-chave para garantir equilíbrio financeiro e competitividade ao longo da temporada. Até a última atualização desta reportagem, a CBF não havia se pronunciado sobre a solicitação.

Pelo formato divulgado pela entidade, os 28 participantes da primeira fase dividirão R$ 11,2 milhões — R$ 400 mil para cada um. Já os 14 classificados à etapa seguinte terão direito a R$ 830 mil cada, o que representa R$ 11,620 milhões. Somadas, as duas fases iniciais concentram R$ 22,820 milhões em premiações.

Na proposta apresentada, os clubes defendem uma redistribuição interna desses valores, sem alteração no total investido pela CBF. A principal sugestão prevê elevar a cota da primeira fase para R$ 700 mil por equipe, alcançando R$ 19,6 milhões nesta etapa. Para manter o teto global, os classificados à segunda fase receberiam R$ 230 mil cada.

Uma segunda alternativa também foi mencionada: pagar R$ 830 mil já na primeira fase e R$ 400 mil na segunda. Nesse caso, porém, os próprios clubes admitem que haveria aumento no investimento total por parte da CBF.

A decisão agora depende de análise da entidade organizadora do torneio.

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