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Golpistas usam IA para criar sites falsos e aplicar fraudes no Piauí
Por Dulina Fernandes
Publicado em 04/02/2026 10:03
Piaui

Criminosos estão usando ferramentas de inteligência artificial para criar sites falsos cada vez mais sofisticados e aplicar golpes em consumidores no Piauí. O alerta foi reforçado pelo Ministério Público do Estado do Piauí, por meio do Procon/MPPI, diante do aumento de registros desse tipo de fraude.

Segundo o órgão, os golpistas conseguem montar, em poucos minutos, páginas praticamente idênticas às originais, dificultando a identificação do golpe até mesmo por usuários mais atentos.

Esses sites fraudulentos costumam aparecer em anúncios patrocinados em buscadores e redes sociais, simulando páginas de concursos públicos, lojas virtuais, planos de saúde e até órgãos governamentais. Ao acessar o conteúdo e realizar pagamentos, a vítima acaba transferindo dinheiro diretamente para contas controladas pelos criminosos.

Foto: Reprodução / MPPI

Como funciona o golpe

De acordo com o Procon/MPPI, os sites falsos utilizam pequenas variações no endereço eletrônico, como letras trocadas ou domínios semelhantes aos oficiais. Em muitos casos, os golpistas também falsificam logotipos, layouts e linguagem institucional para dar aparência de legitimidade à página.

Após o pagamento por PIX, boleto ou transferência, o consumidor não recebe o produto ou serviço prometido e perde o contato com os responsáveis pelo site.

Foto: Reprodução / MPPI

Como se proteger

O Procon/MPPI orienta que os consumidores redobrem a atenção antes de realizar qualquer pagamento online. Entre as principais recomendações estão:

  • conferir cuidadosamente o endereço completo do site (URL);
  • desconfiar de páginas acessadas por anúncios patrocinados;
  • verificar os dados do beneficiário, como nome e CNPJ, antes de pagar;
  • evitar ofertas com preços muito abaixo do mercado.

Onde denunciar

Em caso de suspeita ou confirmação de fraude, a orientação é registrar boletim de ocorrência na Delegacia Virtual da Polícia Civil do Piauí e procurar o Procon/MPPI ou a Defensoria Pública para receber orientações.

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