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Facção planejou comprar drone noturno para vigiar polícia no Rio
Por Dulina Fernandes
Publicado em 31/10/2025 20:49
Polícia


facção criminosa Comando Vermelho (CV) planejou usar drones com visão noturna e térmica para vigiar a polícia durante a noite, segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) que motivou a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, realizada na terça-feira (28). A ação resultou na morte de 121 pessoas.

Os investigados mantinham contato por um grupo de WhatsApp, revelou o documento da denúncia. Em um dos diálogos obtidos pela investigação, Carlos da Costa Neves, o Gadernal, fala sobre a limitação do equipamento atual e a necessidade de drones noturnos: "A gente tem que se adequar à tecnologia, entendeu?" E em outro momento completa: "É, o BX vai comprar o noturno. Estamos esperando aí comprar."

Washington Cesar Braga da Silva, o Grandão, concorda e diz: "O meu não é noturno, não, cara. Nós temos que comprar o noturno. O Nicolas até ficou de ver essa parada. Até mandei pro Nicolas qual é."

"O meu é a câmera normal. De dia nós vamos ver limpo, mas de noite nós vamos ver escuro. Tá ligado? Nos temos que ter o térmico, o que nós vamos conseguir ver. O mar até essa hora eu só vejo escuro. É câmera normal pegou a visão?", questionou.

Foto: Reprodução

Denúncia que levou à operação no Rio

As mensagens obtidas pelos investigadores revelam que líderes da facção discutem ativamente a compra e utilização de tecnologia avançada para manter controle sobre territórios e monitorar as forças de segurança.

Entre os principais integrantes do CV, Gadernal é apontado como gerente geral do tráfico no Complexo da Penha e responsável pela expansão violenta da facção na região de Jacarepaguá, em conjunto com Edgar “Doca” e Juan Breno “BMW”.

Segundo o documento do MPRJ, Gadernal "exerce chefia sobre a grande maioria dos traficantes, orientando, por exemplo, sobre aquisição de armas de fogo, drones de vigilância e outros acessórios relacionados a manutenção do Comando Vermelho como principal facção criminosa no território". Durante a megaoperação, os criminosos usaram drones para lançar bombas contra os policiais.

Além do planejamento com drones, a denúncia detalha como os líderes do CV usam os grupos para coordenar a venda de drogas, organizar escalas de plantão nas “bocas de fumo”, definir pontos de vigilância e segurança armada, e direcionar o treinamento de novos integrantes da facção. Doca é apontado como principal liderança em liberdade, com outras 68 pessoas acusadas por associação ao tráfico.

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