Luiz Correia (PI) receberá, entre os dias 2 e 6 de setembro, o 13º Congresso Brasileiro de Melhoramento de Plantas. O evento é organizado pela Sociedade Brasileira de Melhoramento de Plantas (SBMP) e deve reunir pesquisadores, produtores, professores e estudantes. Com inscrições abertas, a programação do congresso aborda à inovação, sustentabilidade e tecnologias agrícolas.
A abertura do congresso será no Sesc Praia, com atividades de integração e debates sobre a formação de novos profissionais na área. Em entrevista ao Jornal do Piauí nesta quinta-feira (26), o presidente da SBMP, Kaesel Damasceno, destacou também os diversos painéis temáticos que discutirão cultivos resistentes a estresses climáticos, e a redução do uso de defensivos agrícolas e estratégias para aumentar a produtividade sem expandir áreas de cultivo.
“Por exemplo, o melhoramento visando o combate aos estresses abióticos como seca, altas temperaturas e calor extremo. Tudo isso afeta diretamente a produção das culturas. Então, nós temos trabalhado dentro do melhoramento genético tecnologias que propiciem o desenvolvimento de cultivares que possamos disponibilizar ao mercado e que superem esses desafios de forma natural”, afirmou.
Entre os destaques estão também as culturas alternativas para o cerrado, como feijão-caupi e gergelim, que vêm ganhando espaço na agricultura familiar e empresarial. “É um tema que interessa do agricultor familiar ao produtor empresarial. O melhoramento trabalha essas diferenças e nunca deixou de atender aos dois públicos. Sempre em direção a beneficiar a sociedade como um todo”, pontuou Damasceno.
Entre os objetivos do evento está o estímulo à formação de novos especialistas, com cursos, painéis e workshops que mostram na prática como a genética e o melhoramento de plantas podem impactar diretamente a qualidade dos alimentos, do solo e da sustentabilidade ambiental. “Ao trazer o congresso para o Nordeste, damos a chance de produtores e profissionais locais acessarem novas tecnologias e conhecimentos que podem transformar a produção agrícola na região”, afirma o presidente da SBMP.